Sentimentos ao longo de um relacionamento: uma questão biológica, psicológica ou seiláoquê!? Para mim, simplesmente humana.

Todo mundo que já namorou por pelo menos um ano sabe disso: sentimentos mudam durante um relacionamento.

Um certo amigo meu, biólogo, certa vez indignado porque sua namorada o deixara graças a diversos fatores relativos a esta mudança, me disse que as pessoas deveriam compreender que sofremos um fenômeno chamado ADAPTAÇÃO para tudo que acontece em nossa vida. - É uma questão biológica! - dizia ele. - Tudo que é novo nos causa euforia, excitação, ansiedade... Um emprego novo, uma mudança brusca e, porque não, um novo relacionamento. Mas tudo isso tende a diminuir com o passar do tempo e conforme você se adapta àquele novo estímulo, certo? Isso não quer dizer que você deixe de amar aquela pessoa ou tenha que deixá-la.
Relevei, porque me pareceu fazer muito sentido.

Uma outra certa amiga minha, psicóloga, outra certa vez me disse: - Este é o mau de alguns relacionamentos que acabam precocemente: as pessoas estão sempre em busca daquela sensação maluca da paquera, da conquista, enfim... do novo! Tais pessoas simplesmente não se dão conta do quanto é maravilhoso amar alguém, dia após dia, mês após mês, ano após ano, e compreender que mudanças acontecem, que altos e baixos são comuns, e que existem mil outras sensações e sentimentos que só o tempo é capaz de fazer nascer em nossos corações.
Relevei igualmente, porque me pareceu fazer tanto sentido quanto.

O fato é que, desde exatos quatro anos e sete meses atrás, tenho alguém muito mais do que especial na minha vida. É simplesmente impossível descrever tudo que senti durante todo esse tempo, mas sei, sem dúvida nenhuma, que o amo cada vez mais. E o mais incrível é perceber que, transcendendo os limites biológicos, psicológicos ou sejam lá quais forem, somos eternos apaixonados. E perceber que sou mais feliz hoje do que jamais imaginei ser em toda a minha vida, graças a esta pessoa, que sempre esteve comigo.

Assim como a raposa para o pequeno príncipe, ele é único no mundo para mim, diferente de outras 6 bilhões de pessoas teoricamente iguais, porque me cativou... e eu o cativei.
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - disse a raposa ao príncipe.

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